Protegendo as tartarugas marinhas do Brasil.


O que parecia aventura de uns certos jovens oceanógrafos, com seus sonhos maravilhosos de salvar as tartarugas marinhas do Brasil, hoje é tão real quanto a vida. Com muito trabalho, pesquisa, conhecimento técnico e científico, amor e dedicação, eles foram aonde estavam as tartarugas - e, sobretudo, o homem.

O Projeto Tamar-Ibama, junto com a Fundação Pró-Tamar, monitora mil quilômetros de praia, com 20 bases cobrindo oito estados brasileiros. 90% das pessoas envolvidas nesse trabalho são membros das comunidades onde as bases estão instaladas.

O sucesso da ação preservacionista e a importância do papel social que exerce deram ao Tamar prestígio, credibilidade e reconhecimento nacional e internacional.
21 anos de vida e trabalho na proteção e pesquisa das tartarugas marinhas.

História do TAMAR

Até o final da década de 70, não havia no Brasil qualquer trabalho de preservação dos animais no mar. As tartarugas marinhas foram incluídas em uma lista do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF de espécies ameaçadas de extinção. Mas estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura em atividades de pesca, da matança das fêmeas e destruição dos ninhos nas praias. Houve reação e denúncias, inclusive de repercussão internacional.

Iniciou-se então em 1980 um levantamento por toda a costa brasileira, entrevistando pescadores, prefeituras, universidades, e moradores, o que permitiu um retrato da situação das tartarugas marinhas. Identificou-se as espécies, os últimos locais de concentração de desovas, períodos de reprodução e os principais problemas relativos à sobrevivência, como fábrica de bijuterias e comercialização de subprodutos.

Este levantamento, que caracterizou a primeira fase durou 02 anos, quando então iniciou a implantação das primeiras bases de campo.

O TAMAR desenvolve continuamente atividades de pesquisa.


Trabalhos Científicos

O Tamar-Ibama desenvolve continuamente atividades de pesquisa visando aumentar os conhecimentos sobre o comportamento das tartarugas marinhas e aprimorar técnicas que possam contribuir para o trabalho de preservação das espécies. Esse trabalho orienta medidas para reduzir os efeitos nocivos da ação do homem no ambiente e a repercussão sobre a vida das tartarugas marinhas, como a pesca, a iluminação artificial e o tráfego de veículos nas áreas de desova.

Para incrementar atividades de pesca e aumentar as fontes de subsistência e alimentação dos pescadores, o Tamar mapeia o fundo do mar, utilizando barco equipado com sonda, para descobrir novos pesqueiros. Atividades pesqueiras como ostreiculturas, mitiloculturas, atratores artificiais, e beneficiamento do pescado, sao apoiadas pelo TAMAR na busca de alternativas economicas para os pescadores. O apoio a organizaçao e desenvolvimento profissional, e o aprimoramento da legislaçao pesqueira tem estreitado a relaçao com estes na busca conjunta de uma atividades extrativista sustentável ambientalmente e economicamente.

Marcações das tartarugas, com grampos inoxidáveis contendo um número e o endereço do TAMAR, são realizadas em toda a costa brasileira, visando determinar a
rota migratória destas espécies e outros conhecimentos bioecológicos.

Para descrever as populações de tartarugas marinhas são realizados estudos genéticos (DNA Mitocondrial) e outros que revelam informações sobre comportamento de reprodução, condição de incubação de ninhos, distribuição espacial e temporal de ninhos para as diferentes espécies e áreas de reprodução, além de comparativos referentes a temperatura de ninhos e condições de incubação em locais diferentes.

Os resultados são apresentados à comunidade científica, através de simpósios, congressos e reuniões de trabalho no Brasil e no exterior, que resultaram na produçao de 175 trabalhos científicos, em 13 diferentes meios de divulgaçao de informaçao.


SÃO PAULO
Ubatuba
Em aproximadamente 100 quilômetros de costa e várias ilhas, o Tamar protege as espécies cabeçuda (Caretta caretta), de Couro (Dermochelys coriacea), Oliva (Lepidochelys olivacea) de Pente (Eretmochelys imbricata) e a Verde (Chelonia mydas), esta a mais abundante na região.
Rua Antônio Athanásio, 273, Itaguá, Ubatuba-SP.
CEP: 11680-000
Telefax: (12) 432-6202/7014/6810

Voltar